É PARA COMER, NÃO É PARA CONHECER O CARDÁPIO.
É para comer, não é para conhecer o cardápio.Se a compreensão do Evangelho não nos levar até aí, ficaremos falando de pecado a vida toda e nos agarrando nervosa e neuroticamente à Salvação, mas sem jamais usufruirmos seu primeiro bem, que é a paz com Deus; e sem jamais podermos crescer em sua promessa, que é a vida abundante, começando aqui na Terra.Mas quando a existência vai se mostrando tão aflita como a de qualquer outro ser humano da Terra, e quando o "benefício espiritual” não se manifesta como amor, alegria, paz, bondade, paciência, mansidão e domínio próprio, mas como infelicidade, amargura,ânsia persecutória, juízos e frustrações, então a honestidade manda perguntar:
O que está errado?
É o Evangelho que não é verdade? Ou será que eu, na verdade, é que não vivo, em verdade, o Evangelho?Tem gente que pensa que o Evangelho é o corpo de doutrinas da igreja e seu modo de entender o mundo. Tem gente que pensa que o Evangelho é a igreja, de tal modo que ele mesmo é capaz de se referir ao crescimento da igreja no país como o “crescimento do Evangelho".Um "Evangelho" que seja um pacote de crenças e doutrinas e uma "embalagem de Deus" serve muito à criação de um espírito religioso, que se arroga ser melhor não por causa do Bem que realize, mas em razão da suposta superioridade dos valores de conduta apregoados.
Porém, eu vim para que tenham vida, e vida em abundância jamais poderá ser substituída por eu vim para que vocês fiquem sabendo qual é o conjunto da verdade e, assim, sejam superiores aos demais homens ignorantes.
O único modo de aferição da verdade do Evangelho só acontece na vida. Não é de um manual de condutas que vem o crescimento da fé, mas de um modo de ver, de ser, de valorizar, de desvalorizar, de reagir, de agir conforme princípios e de enfrentar a existência.A verdade do Evangelho não acontece só porque alguém ganhou uma discussão teológica contra um herege, mas sim pelo resultado da própria existência, se é plena de vida, conforme a justiça, a paz e a alegria no Espírito Santo. Assim, aquele que se entrega a Jesus não recebe um pacote de explicações, mas aceita seguir porque foi convencido pela experiência do bem do Evangelho, que tocou o indivíduo de alguma forma, fazendo-o provar que o Senhor é bom. Portanto, tal pessoa não fica preocupada em "entender Deus". Sua felicidade está em que Deus a entende. Assim, ela caminha sem querer saber o que Deus está planejando, mas apenas o que Jesus propõe como caminho. E, para ela, cada coisa não é passível de uma explicação, mas sim de uma resposta própria. Desse modo, se impotente, ela ora; se abastada, ela agradece; se visitada pela calamidade, ela confia no bem oculto no amor de Deus; se é objeto de perseguição, ela exulta; se milagres acontecem, ela se alegra; se não acontecem, ela se entrega ao milagre da confiança. Não é à toa que Paulo diz que é a bondade de Deus que conduz ao arrependimento. Sim, no Evangelho, tudo o que se estabelece como genuíno e duradouro decorre da experiência da bondade de Deus. É, portanto, a experiência de Deus como bem para o ser aquilo que muda a mente, que provoca a metanóia, que gera o arrependimento a mudança de mente e, por coneguinte, de caminho.
#ATIVADO

Muito interessante
ResponderExcluirObrigada pelo seu comentário.
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