O SENTENCIADO!

 

Sessão extraordinária

Réu: Um próximo

Testemunha: Sr. Discípulo

A PAUTA

Eu, o ministro Melquisedeque, exporei a pauta desta data, cito, o dia que

se chama hoje.

Por haver mudado a lei primeira-sacrifício- lei esta que tinha como base “a

morte”, haver sido abolida por causa do Alfa, o réu “um próximo” será

julgado mediante a nova lei em vigência, que é a “lei da GRAÇA”

.

O CRIME

O réu: “um próximo”

Acusação: todos os crimes contra a lei da vida.

O INTERROGATÓRIO

-

“ Acusador”- Senhor discípulo, que laços você tem com o réu?

-“Testemunha”- Laços eterno.

-“Acusador” – No momento dos crimes você estava com o réu?

-“Testemunha”_ Em algum momento sim.

-“Acusador”_ Porque então que você não está também sentado no banco

dos réus?

-“Testemunha”_ Fui para sempre liberado, e segui o caminho.

-“Acusador” Porque você não levou seu amigo um próximo com você?

-“Testemunha”_ Eu o chamei, e o chamo sempre para ir comigo, lhe dei

roupas, me dispus a caminhar com ele quantas milhas for necessário, mas,

por enquanto ele não quer ir .

-“Acusador”_ Senhor discípulo, você sabe se o réu “um próximo” tem

residência fixa?

-“Testemunha”_ Ele tem endereço sim, na “linda cidade” onde ele possui

uma mansão feita pelas mãos do próprio dono da cidade, inclusive lá

também é o meu lar.

-“Acusador”_ Uma mansão? Em uma linda cidade? (Perguntou admirado o

acusador), se é assim, porque o réu não vai pra lá ao invés de descumprir

todas as leis da vida?

-“Testemunha”_ Meu amigo errou o caminho. O caminho da linda cidade

onde se encontram as mansões é um caminho muito estreito, poucas

pessoas acertam.

-“Acusador”_ Senhor discípulo você estava indo para esta cidade?

-“Testemunha”_ Sim, eu estou indo para lá, agora estou aqui porque fui

convocado a testemunhar a favor de um próximo, não posso deixar de

aproveitar a nova lei maravilhosa: A da “GRAÇA”, e lembrar ao meu amigo

de que ele tem guardado consigo tudo que ele precisa para chegar na linda

cidade, é somente ele reviver o mapa explicativo, e ativar a localização, que

ele encontrará o caminho certo.

-“Acusador”_ Você então voltou no caminho...(o acusador ainda falava

quando foi interrompido pela testemunha).

-

“Testemunha”_ Desculpe, más eu não voltei no caminho, ainda porque o

caminho, é caminho de mão única, depois que você anda por Ele, você

nunca mais quer voltar, Porém, sempre que posso, faço questão de

testemunhar a favor de um próximo.

-“Acusador”_ Você diz que aquele que anda por este caminho não quer

mais voltar? Por que esse caminho é tão especial?

-“Testemunha”_ Ao caminhar pelo “caminho” sujamos os nossos pés, mas

não tem problema, porque lavamos os pés uns dos outros. As vestes

brancas sempre estão limpas por causa do purificador de cor vermelha que

nos foi dado pelo bondoso construtor das mansões. Nesse caminho

andamos em meio a muitos lobos dando a impressão de serem mansos

como uma ovelha, sempre querendo nos levar por outro caminho, mas, são

devoradores, porém, reconhecemos a voz inconfundível do dono da nossa

cidade, Ele nos chama pelo nosso nome, por isso não nos enganamos. No

caminho há muitos perigos, ainda bem que o “Senhor da cidade” manda

ajudadores que estão ao nosso serviço para nos livrar. Enfim, É UMA

CAMINHADA FASCINANTE.

-“Acusador”_ Que garantias o Senhor da cidade oferece ao réu “um

próximo” de que ele é mesmo o dono desta mansão?

-“Testemunha”_ O Dono É. É impossível que Ele minta. Temos acesso à

“CHAVE MESTRA” que abre todas as portas, de todos os segredos, de todos

os tesouros.

-“Acusador”_ onde fica esta cidade?

-

“Testemunha” _ Como vou explicar!!!! (A testemunha pensou um pouco,

neste momento fez-se grande silêncio aguardando a resposta do discípulo).

Na verdade, a “Linda Cidade” fica bem no interior; ela é bem pequenina por

fora, de longe quase não dá para vê-la, porém, bem de perto, e por dentro

ela vai crescendo de forma grandiosa que nem dá para ver seu final.

-“Acusador”_ Quantos Km para se chegar lá?

-“Testemunha”_ É uma viagem, a caminhada é altamente profunda, e

profundamente alta, por isto, é bom andar de mãos dadas, pois, um ajuda

o outro; sempre há muitos escorregões.

-“Acusador”_ Então é um caminho muito difícil?

-“Testemunha”_ É caminho dificilmente leve, amargamente doce.

Seguimos as pegadas que o Dono da “Linda Cidade” vai deixando enquanto

caminha conosco, assim temos certeza da chegada, é só caminhar por onde

Ele manda.

-“Acusador” _ Senhor discípulo, você deseja dizer mais alguma coisa?

-“Testemunha”_ Sim, digo ao meu querido amigo “Um próximo” que eu

preciso dele para continuar a minha jornada.

_O dono da nossa cidade determinou que eu compartilhasse com um

próximo tudo que Ele construiu, sim, pois só assim consigo chegar a “linda

cidade”.

- E por fim: _ “um próximo” O Senhor da cidade me manda dizer a você; que

está tudo pronto. Que a paz e todos os significados estão nos aguardando,

e ainda, que se arrependa, esqueça o passado; sendo assim, me dê a sua

mão, vamos conquistar o que está adiante de nós.

-“Acusador”_ Sem mais perguntas.

CONCLUSÃO DA ACUSAÇÃO

_ Concluo então, que:

_ O réu “um próximo” negligenciou todos os conselhos do seu amigo

“discípulo”

.

_O réu tem consigo o endereço de sua cidade, de sua casa, de qual caminho

a seguir, porém, deliberadamente não os observou.

_O réu rejeitou o sacrifício do Dono da linda cidade, e não quis tomar posse

de sua mansão feita pelas mãos do bondoso construtor.

_ Sendo assim eu concluo que o réu é indesculpável.

-

“um próximo” é culpado de todas as acusações contra a lei da vida.

A DEFESA

 Com a palavra o Advogado de defesa; O JUSTO.

-O meu cliente, cito: “Um próximo”, realmente não merece ser livre, porém,

está em vigor a irrevogável “lei da Graça”, esta lei que vale para todos sem

acepção de pessoa, é a lei da liberdade de recomeçar de onde se está.

- Cito também a lei complementar; colossos de número 2, nos artigos 13,14

e 15 que diz: Fica garantido ao réu o perdão de todos os delitos; e cancelado

o escrito de dívida que era contra ele e que constava de ordenanças, o qual

a ele era contrário, o redentor pagou todas as suas dívidas e as removeu

inteiramente em todas as instâncias.

Sendo assim

- O meu cliente tem direito a liberdade, principalmente a liberdade de

escolha.

- Ao ser contemplado com a absolvição, o ex. sentenciado firma o

compromisso iminente com milhares de testemunhas, de participar todos

os dias na “fraternidade sobre modo excelente”, assim, este não corre o

risco de ir para a penitenciaria de segurança máxima que se chama: “Sete

vezes pior”.

- Termino minha fala prática com uma frase de meu Pai, que diz:

Quem tem ouvido ouça o que o espírito diz.

Maria Joana 

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